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Mostrando postagens com o rótulo Educação

Alma não tem cor.

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Vivemos tempos curiosos... e muitas vezes, com relação a diversos assuntos, me pego pensando: "o que eu vou falar para minha filha?" Ela é branquinha, cabelos lisos, olhos claros, e está s empre bem agitada, anda-correndo, adora pular, subir, escalar, pendurar, alegre e saltitante. Por essas características de personalidade, e por sua vivacidade, desde que ela se movimenta com alguma autonomia temos o hábito de chamá-la: "macaquinha", "Bia macaca" ! Porém, existe uma peculiaridade em nossa sociedade onde o abominável pré-conceito caminha junto a um reacionário saudosismo dos tempos em que ele mal era percebido por ser ainda mais usual do que o é atualmente.  Assim, no dia em que minha filha, acostumada a ser chamada pelos pais de macaquinha, começou a brincar ingenuamente de pular, correr e subir com um menino negro - da mesma idade que ela - ocorreu uma situação que reflete nossos tempos: ela falou para o coleguinha que ele era um macaquinho ...

Antigamente que era bom, ou não...

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Muito comum a ideia de que antigamente tudo era melhor. Apesar de toda tecnologia atual que trouxe inúmeras facilidades para a sociedade, alguns têm a sensação de que hoje é sempre mais difícil do que ontem. Seja como for, a discussão é válida,  e cabem argumentos saudosistas, históricos, econômicos, sociais, e tudo mais, mas sempre estará permeando o aspecto pessoal, pois objetivamente parece ser difícil afirmar quando é (foi ou será) melhor. Um aspecto indiscutível é o número de filhos nas famílias hoje em dia. As estatísticas comprovam que atualmente o número de filhos vem diminuindo consideravelmente no Brasil. Segundo o IBGE, na primeira década deste século (2000-2010) as famílias tinham em média 1,9 filhos, ao passo que em meados do século passado (1940-1950) a média era de 6,1 filhos por casal. Se hoje temos acesso a inúmeras possibilidades para educar, entreter ou simplesmente "se livrar" das crianças. Algumas gerações atrás, o acesso à inf...

Pedro e o Lobo & a Musicalização

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Uma forma de tornar a vida valiosa é ter acesso a alguma forma de arte.  Se não por fazê-la, ao menos por desfrutá-la. Com as ideias sobre musicalização argumentadas em um  interessantíssimo texto  que tive o prazer de ler, fiquei pensando em como proporcionar experiências lúdicas e instrutivas, que envolvam conhecimento musical de forma leve e agradável... E assim, através de um agradável blog especializado em contar histórias para crianças ( Fafa conta ), tivemos acesso a uma obra admirável e belíssima. Uma versão da incrível fábula musical intitulada: "Pedro e o Lobo". Esta fábula musical foi escrita em 1936, por um inspirado artista russo chamado Sergei Prokofiev, que tem a peculiaridade de apresentar cada personagem sendo representado por um instrumento componente da orquestra. Possibilitando assim uma familiarização com os instrumentos, seus sons, seus timbres, e características interligadas aos personagens que simbolizam.  Está pérol...

Quando menos é mais

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Em algumas ocasiões, ter demais pode atrapalhar. Investir no "menos", pode render "mais".  Pois, como diz aquele provérbio: quanto mais se tem, mais se quer! E esse círculo pode se tornar vicioso, e não acabar nunca ou, pior: acabar mal... Em determinadas oportunidades as crianças acabam servindo como um recebedor de frustrações, de sobrecargas emocionais, de falta de tempo, de compensações, de demonstrações de poder econômico, de opulências, de excesso de zelo, etc. Que tal pensar em ter aquele brinquedo preferido, pelo qual a criança esperou bastante, desejou muito, sonhou, contou os dias para tê-lo, e que será curtido, aproveitado e valorizado?! De outra forma, têm-se um quarto com dezenas, quiçá centenas, de brinquedos, com os quais se brinca por poucos minutos e depois fica esquecido no amontoado de outros brinquedos, sem tempo para brincar com todos, e, principalmente, sem o tal referido valor.  E com essa (in)formação, é possível que ...

Fases

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".... Nada do que foi será de novo do jeito  que já foi um dia. Tudo passa,  tudo sempre passará. A vida vem em ondas, como um mar..."  😉 Assim tem sido a rotina nos últimos três anos... sempre uma novidade!    Já estou me acostumando a não torcer para que uma fase acabe logo por receio de que a próxima fase seja ainda mais desafiadora...    Como é óbvio, cada criança é única, bem como cada ser humano é peculiar, e generalizações são indevidas e indesejadas.... Mas podemos crer que as crianças passam por fases ao longo da infância que guardam algumas semelhanças - pelo que tenho visto. Tem aquela fase em que o bebê está começando a se locomover como um bípede (um mal negócio para nós humanos, que depois padecemos com as dores na coluna...), e neste período as quedas são inevitáveis e agoniantes. O desequilíbrio constante, as quinas das mesas e móveis, a testa com hematomas enormes, gelinho e muito choro... q...

Se eu fosse um peixinho, e soubesse nadar...

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Um dos desafios dos pais é encontrar atividades para as crianças. Nossa proposta foi procurar uma atividade que concilie educação e movimentação; que gaste energia e ensine bons valores; que estabeleça uma rotina e seja agradável; que estimule e desenvolva. E no auge dos seus quase três anos de vida, enfim Bia iniciou uma atividade que une todas estas nossas demandas e que, principalmente, ela a-do-ra: a NATAÇÃO! (foto by mamãe) Diversas são as vantagens deste esporte, tanto para adultos quanto para crianças. É uma atividade que movimenta todo o corpo, trabalha com a musculatura, a circulação, a respiração, os ligamentos, o equilíbrio, a coordenação, queima gordura.... e no calor que faz no Rio de Janeiro, não tem lugar mais gostoso para ficar do que dentro de uma piscina. Pode-se discutir sobre a melhor idade para começar, a melhor época para fazer, os benefícios, os eventuais malefícios, mas o que importa é ver ela acordar diariamente toda empolgada para ir ...

Capitão Fantástico - uma história

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Música, livro, filme... artes de modo geral... podem emocionar e causar reações das mais distintas, dependendo do contexto, do momento, da pessoa... enfim, está relacionado a gosto, e acredito que gosto não é para discutir, apenas curtir e ponto. E eu curti muito ao assistir a um filme chamado "Capitão Fantástico", que fez muito sentido para mim. Relacionado ao meu gosto, ao meu contexto, às minhas ideias e opiniões. Ele me emocionou e fez com que eu ficasse pensando... pensando...😔 A história e o desenrolar da trama eu não vou contar.....apenas recomendo o filme. M as o contexto cabe aqui no blog porque alguns dos (diversos) assuntos abordados no filme estão diretamente relacionado com a forma como deveríamos nos preocupar em cuidar das nossas crianças. 💣  O que desejamos que as crianças sejam e tenham hoje, e em seus futuros? 💣 Quais são os ensinamentos que gostaríamos de passar para elas? 💣 Quais são nossos valores e quais deles nos orgulha...

Teach your Children

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A música é mágica! É possível experimentar sensações muito profundas quando se consegue traduzir sentimentos em letras e melodias. E foi isso que um cara chamado Graham Nash conseguiu: fez poesia musical. Reunindo, em uma curta canção, muita emoção relacionada a esta universal relação entre mães/pais e filhos, e a vida de modo geral. Uma música que sempre achei tocante e que faz parte de um disco primoroso (chamado Deja vú ), mas que ganhou conotações, responsabilidades e significados ainda mais impactantes depois de Bia. Assim é a música " Teach Your Children ", gravada originalmente pelo espetacular quarteto formado por: Crosby, Stills, Nash & Young. .... em uma versão ao vivo 😏: ...em uma versão legendada em inglês, mas sem Neil Young  😞:

Mentir é feio, sim.

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Então....qual o problema de falar uma mentirinha....? Acontece, que as consequências de todas as nossas ações são  sempre, ou quase sempre, inimagináveis.  E uma simples mentirinha pode ser apenas uma brincadeirinha  boba, para 'tirar onda' ou ' dar uma zoada' . Mas  também pode gerar muitos problemas, causar constrangimento, tristeza, dor e, por incrível que possa parecer... pode até matar.... (www.mentirinhas.com.br) Sabemos que não existe vida sem mentiras, ou verdades escondidas, mas o limite e o aceitável é que vale ser pensado e conversado quando estamos pensando nas crianças, na criação e na formação dessa galerinha que vai ser a gente (e agente),  amanhã. Infelizmente, vivemos em tempos em que as opiniões estão muito extremadas e fica difícil conversar sobre qualquer assunto sem ser julgado e apedrejado de algum lado.... Até conversar sobre futebol, por exemplo, fica complicado, pois o indivíduo tem que se definir como flamen...

Masculino & Feminino

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Eu lembro que, desde pequeno, uma canção do Pepeu Gomes (excepcional guitarrista) que dizia: "...sou masculino e feminino", chamava minha atenção tanto pela obviedade da letra quanto pelo contraste entre o que ela dizia e o que eu verificava no dia a dia. Depois que a Bia chegou, alguns sentimentos foram se intensificando e fui relembrando episódios da minha vida, observando com mais atenção e desgosto a forma como os meninos são (mal)criados, de forma geral, e os lamentáveis homens que eles vêm a se tornar quando crescem. Perpetuando uma necessidade de segregar o que é "coisa de homem" do que é "coisa de mulher". ( copyright da tirinha ) Sem querer entrar nos discursos feministas, machistas, empoderadores, classistas, preconceituosos, enfim.... ainda mais nestes nossos tempos em que ter opinião é comprar briga... fico apenas com minhas observações de que os meninos e as meninas poderiam ser apresentados (desde bebês!) a um mundo no q...

Superpai é a Mãe!!

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Sabe uma pergunta que me incomoda? É aquela: “...e o papai, ajuda?” Incomoda em todos os sentidos. Inicialmente porque ela vem carregada do pré-conceito inegavelmente justificável pelo “modelo de pai” com o qual nossa sociedade está acostumada. Vem com aquele “ar de deboche” de quem quer tirar um sarro com aquele pai que supostamente não deve ter o menor jeito com criança. E tem embutido a piedade com a mãe, em um discurso segundo o qual o pai não se preocupa com as rotinas da criança.... enfim, é uma frase aceitável pelo panorama geral que nos cerca, mas que – aos poucos – vai deixando de ser uma “brincadeira engraçadinha” para, em alguns casos, ser uma pergunta desnecessária e ultrapassada. Pais podem fazer quase tudo que uma mãe faz, com exceção da nobre e vital amamentação. Pais devem dar banho, fazer e dar mamadeira e comida (sim! pai pode cozinhar e até lavar louça, pasmem!). É possível ninar, dar colo, brincar, passear, ensinar (criança começa a aprender desde...